segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CGU vê fraude em dez cidades que receberam verba após tragédias

Controladoria aponta superfaturamento e sobrepreço em obras públicas.
Dados são de auditorias em repasses da União entre 2008 e 2010.


A Controladoria Geral da União (CGU) constatou superfaturamento e sobrepreço em obras públicas de pelo menos dez cidades do Nordeste que, entre 2008 e 2010, receberam verbas da União para reconstrução após tragédias, segundo relatório do órgão obtido pelo G1.
As dez cidades suspeitas de fraudes na aplicação dos recursos são de cinco estados: Piauí (Castelo do Piauí, Prata do Piauí e São Miguel da Baixa Grande); Ceará (Coreaú, Groaíras e Massapê); Maranhão (Dom Pedro e Grajaú); Rio Grande do Norte (Assú); e Sergipe (Maruim).
10 cidades do Nordeste suspeitas de fraude na reconstrução (Foto: Editoria de Arte / G1)
As prefeituras negam a prática de superfaturamento e sobrepreço - clique aqui para ver o que dizem os municípios sobre as constatações da CGU. Veja na imagem ao lado as suspeitas da Controladoria a respeito dos repasses para os dez municípios.
São cidades pequenas - a mais populosa tem 62 mil habitantes - e a maioria delas foi atingida por enchentes no primeiro semestre de 2008. Na ocasião, o governo federal liberou dinheiro para várias cidades e estados para obras de reconstrução e atendimento da população local. Neste ano, o Nordeste sofre novamente com as fortes chuvas.
Após a divulgação de indícios de irregularidades no uso do dinheiro destinado pelo Ministério da Integração Nacional no começo deste ano à reconstrução de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o G1 solicitou à CGU dados de todo o país sobre constatação de irregularidades na aplicação de recursos recebidos em razão de tragédias.
No caso de Teresópolis, a investigação está em andamento, mas a CGU recomendou o bloqueio dos recursos. O Ministério da Integração Nacional deu prazo de 30 dias para a prefeitura apresentar explicações.
A Controladoria enviou ao G1 um relatório com constatações - e não as investigações em andamento - de irregularidades em repasses feitos entre 2008 e 2010. Segundo a assessoria do órgão, "a planilha relata os principais problemas" identificados pela CGU e é possível que haja outros casos pelo país não informados.
Na lista, aparecem supostas fraudes em 15 cidades, todas do Nordeste. Além das dez em que foram constatados superfaturamento e sobrepreço, há ainda outras cinco em que são apontadas irregularidades no processo de licitação, falhas no projeto da obra e execução fora de prazo.
A CGU informou que todas as constatações de irregularidades foram enviadas com recomendações para providências à Secretaria Nacional de Defesa Civil, responsável pelos repasses.
Secretaria responde
Em nota enviada ao G1, a Secretaria Nacional de Defesa Civil informou que "em relação às irregularidades quanto ao repasse de recursos, o Ministério da Integração (pasta responsável pela secretaria) está aguardando a conclusão de novos relatórios".
Afirmou que, conforme a lei, se constatada a má utilização do dinheiro público, o governo pode "suspender a liberação dos recursos e, eventualmente, determinar a devolução; além de comunicar o fato aos órgãos de controle interno ou externo competentes para adoção das medidas cabíveis".
"Significa dizer que, ao se evidenciar a malversação, má utilização e desvio dos recursos transferidos de recursos públicos, serão adotadas medidas tendentes ao ressarcimento ao erário, sem prejuízo do eventual ajuizamento de ações civis públicas de improbidade administrativa e da notificação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal com vistas à punição dos envolvidos na esfera criminal", diz a nota.
Investigações em andamento
Entre 2008 e 2010, de acordo com a Controladoria, o Ministério da Integração assinou 554 termos de compromisso com estados ou municípios para repasse de verbas destinadas ao "restabelecimento da normalidade do cenário de desastres", totalizando pouco mais de R$ 2,9 bilhões. Desses recursos, 60% estão sendo fiscalizados, disse a CGU.
Conforme a Controladoria, foram abertas 1.044 ordens de serviço - que são como auditorias - referentes aos termos assinados. O número de auditorias é maior do que o de termos porque um mesmo termo pode repassar verba para diversas cidades. Das ordens de serviço, cerca de 210 foram concluídas e as demais 830 estão em andamento.
A CGU não informou quantas auditorias entre as 210 concluídas constataram irregularidades. Disse apenas que as dez cidades do Nordeste citadas nesta reportagem estão dentro das investigações concluídas. Por meio da assessoria, o órgão informou que sempre que são localizados indícios de crimes na aplicação da verba o relatório da CGU é encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público para investigação policial ou instauração de processos judiciais.
"Para evitar a repetição desses casos, a CGU tem defendido sempre um processo transparente da aplicação de recursos", afirmou o órgão ao G1. A CGU apontou também que uma maneira de controle seria "a disponibilização em portal específico de todas as contratações realizadas".
A Controladoria diz que, em relação especificamente à Defesa Civil, é necessário "o fortalecimento e aprimoramento do Sistema Nacional de Defesa Civil”. Como medida positiva, a CGU cita a criação do cartão de pagamentos da defesa civil, anunciado pelo governo federal em abril.
Para o Ministério da Integração, o cartão "proporcionará ainda mais agilidade no repasse dos recursos do governo federal para as ações citadas, além de fortalecer a gestão pública interfederativa e fomentar o controle governamental e social."


domingo, 31 de julho de 2011

ANESTESIA GERAL

Brasileiros parecem estar anestesiados.

É impressionante a incapacidade do brasileiro de se indignar e sua apatia frente à corrupção generalizada, o que sugere que uma anestesia geral foi aplicada na sociedade.
Os trabalhadores estão anestesiados por seus líderes pelegos, que arrecadam fortunas por meio do famigerado imposto sindical.
Os jovens, outrora partícipes dos movimentos contra a corrupção, estão anestesiados via internet, pensando onde irão balançar os traseiros no próximo fim de semana.
Os cristãos estão anestesiados pelas igrejas que fazem da religião um processo alienante e de arrecadação de recursos desses incautos, que esperam por recompensas celestiais.
Os miseráveis estão anestesiados pelo Bolsa Família, que mantém milhões condenados a viver eternamente em um grande campo de refugiados sem fronteiras.
Os membros da classe média estão anestesiados pelo consumo. Têm carro zero, apartamento, cota de clube, fazem uma viagem por ano e pensam que são ricos.
Os intelectuais de esquerda estão anestesiados porque adotaram uma ética de conveniência para apoiar um governo corrompido.
Os artistas e produtores culturais estão anestesiados pelos incentivos concedidos pelas empresas, que aplicam recursos oriundos da renúncia fiscal.

Os políticos, os velhacos de sempre, são os únicos que não estão anestesiados. Afinal de contas, precisa sobrar alguém para aplicar a anestesia nos brasileiros.

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Publicado no Jornal O TEMPO em 17/07/2011
NACIB HETTI - Diretor da ACMinas

ANESTESIA GERAL

Brasileiros parecem estar anestesiados.

É impressionante a incapacidade do brasileiro de se indignar e sua apatia frente à corrupção generalizada, o que sugere que uma anestesia geral foi aplicada na sociedade.
Os trabalhadores estão anestesiados por seus líderes pelegos, que arrecadam fortunas por meio do famigerado imposto sindical.
Os jovens, outrora partícipes dos movimentos contra a corrupção, estão anestesiados via internet, pensando onde irão balançar os traseiros no próximo fim de semana.
Os cristãos estão anestesiados pelas igrejas que fazem da religião um processo alienante e de arrecadação de recursos desses incautos, que esperam por recompensas celestiais.
Os miseráveis estão anestesiados pelo Bolsa Família, que mantém milhões condenados a viver eternamente em um grande campo de refugiados sem fronteiras.
Os membros da classe média estão anestesiados pelo consumo. Têm carro zero, apartamento, cota de clube, fazem uma viagem por ano e pensam que são ricos.
Os intelectuais de esquerda estão anestesiados porque adotaram uma ética de conveniência para apoiar um governo corrompido.
Os artistas e produtores culturais estão anestesiados pelos incentivos concedidos pelas empresas, que aplicam recursos oriundos da renúncia fiscal.

Os políticos, os velhacos de sempre, são os únicos que não estão anestesiados. Afinal de contas, precisa sobrar alguém para aplicar a anestesia nos brasileiros.

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Publicado no
Jornal O TEMPO
em 17/07/2011
NACIB HETTI - Diretor da ACMinas

Marco Antônio, o Negão, quer ser prefeito de São Lourenço, QUAL SERÁ O INTERESSE DELE ? É PELA MELHORIA DAS POLITÍCAS PÚBLICAS DA CIDADE ! ???

Pernambuco terá show do Abençoado na Copa de 2014?
Marco Antônio, o Negão, quer ser prefeito de São Lourenço

Com essa história do ex-deputado Negão Abençoado concorrer à Prefeitura de São Lourenço, o estado corre o risco de ter cidade da Copa ser inagurada ao som de música gospel.
O ex-parlamentar é cantor evangélico – diz não seguir igreja alguma – e tem fama de reunir multidões em shows movimentados pelos negócios da fé.
Se chegar à Prefeitura do município que sediará a Copa em Pernambuco em 2014, o Negão terá plateia gigante para exibir seu talento vocal.
Ele acaba de trocar o PRB pelo PMN para tentar viabilizar seu projeto majoritário.

Blog Molotov: O PSTU também foi à cerimônia de sorteio dos grupo...

Blog Molotov: O PSTU também foi à cerimônia de sorteio dos grupo...: "Olha a gente aí."

Blog da Amanda: Oposição CSP-Conlutas faz balanço da greve da educ...

Blog da Amanda: Oposição CSP-Conlutas faz balanço da greve da educ...: "Olá meus colegas profissionais da educação. Estou divulgando aqui o vídeo que a Oposição CSP-Conlutas na Educação do Rio Grande do Norte fe..."

Um sistema de transporte público parado no tempo


Com exceção da promessa de quatro corredores, nenhum projeto foi feito para melhorar a rotina de quem anda de ônibus

O Sistema de Transporte Público da Região Metropolitana do Recife parece ter parado no tempo. Com exceção da promessa de construção de quatro corredores de ônibus para a Copa do Mundo de 2014 – planejados e discutidos há pelo menos quatro anos – e de alguns terminais, nada tem acontecido para melhorar a qualidade do serviço. O reflexo desse marasmo está nas ruas. Passageiros se atropelam para subir nos ônibus nos principais terminais integrados do SEI (Sistema Estrutural Integrado), os coletivos andam superlotados e não têm espaço específico nas vias. Em alguns dos maiores corredores da RMR, a quantidade de pessoas à espera dos ônibus impressiona e ainda é muito comum aguardar quase uma hora por um coletivo. Essa é a rotina.

As causas do marasmo são muitas e, como sempre, passam pela ingerência política. Passageiros, técnicos em transporte, funcionários, operadores e gestores do setor ouvidos pelo JC, a maioria deles no anonimato, confirmam a impressão de que o setor parou, especialmente desde o fim da primeira gestão do governador Eduardo Campos. E são eles que enumeram as causas. A principal delas tem sido a perda de autonomia do Grande Recife Consórcio de Transporte, que no fim de 2008 substituiu a antiga EMTU com o propósito de modernizar e compartilhar a gestão do setor com os municípios, mas até hoje não mostrou a que veio. Mudou só o nome. Depois de todo esse tempo, apenas a capital e a cidade de Olinda aderiram ao consórcio. Jaboatão dos Guararapes se prepara para entrar agora.

“Hoje em dia, a ex-EMTU cuida apenas da operação do sistema. Foi esvaziada pelo próprio governo. O governador levou para a Secretaria das Cidades todos os projetos de transporte, como os corredores de ônibus e os terminais, para dar força ao secretário Danilo Cabral, deputado e homem de confiança de Eduardo Campos. Os técnicos do Grande Recife até participam das reuniões, mas a opinião deles vale pouco. O caso do estudo para uso do monotrilho em alguns corredores é um exemplo. Apesar de o tipo de modal não ser o mais recomendado tecnicamente desde o início por causa da demanda, o Estado insiste no projeto”, relata uma fonte do governo.

A ingerência política tem provocado um esvaziamento técnico do órgão. Profissionais de carreira da casa ou que eram de outros órgãos, mas estavam cedidos ao Grande Recife há anos, debandaram. “O governo está sem controlar a gestão financeira do Sistema de Transporte, que movimenta entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões por mês. Há meses a Câmara de Compensação Tarifária (CCT), o caixa único do sistema, não roda, ou seja, não tem a prestação de contas feita. O banco de dados está sob controle das empresas operadoras do sistema, devido a uma determinação judicial, e o governo tem sido apenas informado do que acontece”, denuncia outra fonte, também do setor.

Essa ausência de gestão, segundo funcionários do órgão, tem impacto negativo direto na população. “O que acontece é o seguinte: as empresas que operam linhas sociais (de baixa demanda) são pagas por aquelas que operam as linhas superavitárias, o que garante o caráter social do sistema. Só que, sem controle da gestão financeira pelo poder público, as empresas devedoras estão se sentindo à vontade para repassar o dinheiro à CCT quando bem entendem e, por isso, o caixa não é fechado. O resultado é que as empresas que não recebem pelas linhas que dão pouco rendimento começam a reduzir o serviço, retirando ônibus das ruas. A superlotação nos terminais integrados do SEI é um retrato disso”, explica. Essa mesma pessoa diz que a gestão do sistema voltou no tempo. “Como as operadoras estão no controle, voltamos a fazer a remuneração pelo custo, ou seja, pelo quilômetro rodado e, não mais, pelo passageiro transportado”, acrescenta.